sábado, 5 de julho de 2014

Chi (ou Ki) O que é?

A tradução literal de Chi é “respiração” “ar” ou “gás”, mas o conceito de que estamos falando seria melhor traduzido como “força vital” ou “fluxo de energia”. Chi é uma palavra da cultura chinesa, mas ela se refere a uma idéia presente em várias culturas. No Japão ele se chama Ki; Na filosofia Vedanta da Índia ele é conhecido como Prana; Na cultura havaiana, Mana; No budismo tibetano, Lung. Ele é um princípio ativo que integra a todos nós, seres vivos, e é fundamental nas Artes Marciais.
Quinhentos anos antes de Cristo, os filósofos chineses já falavam dessa força cósmica. Eles acreditavam que ela permeava todas as coisas e as mantinha unidas. Eles o comparavam com a energia que flui ao redor e através do nosso corpo, formando uma unidade coesa e funcional. Apesar de se manifestar em diversos níveis e tipos, somente um Chi abrange todo o Universo.
A medicina tradicional chinesa afirma que o corpo humano tem padrões naturais dessa energia que circula em canais chamados meridianos. Acredita-se que várias doenças são provocadas pelo bloqueio ou desequilíbrio do movimento dela através dos meridianos e dos órgãos. A circulação e acúmulo de Chi podem ser balanceados ajustando-o com vários tipos de técnicas:
Acupuntura, Feng Shui, Herbologia, Moxabustão, Nutrição, Tui Na, Artes Marciais e Chi Gong.
chi flow
A teoria do Chi é muito importante no aprendizado de Artes Marciais chinesas, coreanas e japonesas. Exemplos dessas artes são o Kung Fu, o Tae Kwon Do e o Karate, respectivamente. Em algumas escolas ele é um tema fundamental. Tanto a sua compreensão quanto sua assimilação e manipulação são o foco principal de estilos como o Tai Chi Chuan, o Hapkido e o Aikido.
Demonstrações de controle dessa força cósmica são comuns em alguns estilos. Alguns lutadores conseguem manter sua posição apesar dos empurrões de vários oponentes. Outros resistem a golpes de bastão de baseball, quebram tijolos com as mãos, etc.
As Artes Marciais focadas na energia vital, associadas à medicina e filosofia chinesas, deram origem ao Chi Gong. Ele é uma prática que envolve respiração coordenada, movimentos corporais lentos e estilizados, atenção e concentração. O objetivo desse treinamento é cultivar e guiar o Chi para equilibrá-lo no corpo, na mente e no espírito. Hoje em dia, além de auxiliar as Artes Marciais, o Chi Gong é praticado no mundo inteiro como um exercício físico, tratamento de doenças e como meditação.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

LEI DE GERAÇÃO E DOMINÂNCIA - 5 ELEMENTOS

Toda a terapêutica chinesa baseia-se nos mesmos princípios do Taoísmo e do I Ching, cujo conhecimento toma-se indispensável para que se compreendam as regras da acupuntura, da fitoterapia e de outras tantas técnicas, orientais ou não.
O Tao não pode ser definido, só podendo ser compreendido através de percepção direta, pois está além do alcance do racional. Tudo o que for escrito sobre ele não é o Tao verdadeiro, mas, mesmo assim, torna-se necessária a tentativa frustrada de explicá-lo. O termo apareceu primeiramente no Tao Te King (O Livro do Tao e Sua Virtude), de Lao Tsé:"... o Tao é Todo em tudo. Princípio e fim de toda a -existência, está em nós, assim como estamos nele... olhando, não é visto: é nomeado o Invisível; escutando, não é ouvido: é nomeado o Inaudível; tocando, não é sentido: é nomeado o Impalpável... pode-se dizer que é Forma sem forma; Figura sem figura. É o Indeterminado. Indo ao seu encontro, não se vê sua face; seguindo-o, não se vêem suas costas. O Tao é eterno, não tem nome...
Por ser "Todo em tudo", o Tao é indivisível e seu movimento é que nos ilude de que existem objetos separados e distintos uns dos outros. Compreendendo o movimento do Tao, os sábios distinguiram duas categorias básicas a que nomearam Yin e Yang, movimentos opostos, mas que não existem um sem o outro e mais ainda: um nasce do outro e vice-versa, em eterna mutação.

Originariamente, o termo Yin designava o lado escuro da montanha e Yang, o lado iluminado pelo sol. Conforme este se desloca, gradativamente, o lado escuro se ilumina, e o claro enegrece, ou seja, Yang se transforma em Yin e Yin em Yang, mostrando a relatividade dessas palavras.

Desse modo, nada é só Yin ou só Yang, a não ser quando comparados entre si. Por exemplo: o positivo é Yin e Yang. O negativo também é Yin e Yang; entretanto, quando comparados entre si, podemos dizer que o positivo é Yang, e o negativo é Yin, relativamente.

Observem o símbolo do Tao: cada lado vai crescendo e quando atinge o seu auge, dá nascimento ao seu oposto, o qual igualmente cresce e ao atingir o seu auge, também dá nascimento ao seu contrário. Na Natureza, tudo obedece a esse ciclo. Isso fica muito claro se observarmos o dia e a noite. A zero hora, inicia-se o clarear, com o sol atingindo o pico às 12 horas, quando começa a anoitecer, com a escuridão máxima às 24 horas, quando, então, recomeça a clarear, e assim infinitamente. Ou seja, dia e noite, que na visão ocidental são opostos, para o Taoísmo, além de não poderem existir um sem o outro, ainda um se transforma no outro.

Masculino não existe sem o feminino e um se transforma no outro e vice-versa, o bem não existe sem o mal, um se transforma no outro e vice-versa. A Física chegou à mesma conclusão. Energia e matéria, antes opostos irreconciliáveis e distintos entre si, hoje são vistos como não existentes isoladamente e em constante transformação uma na outra. O mesmo se deu com a teoria que levou Niels Borh a ganhar o prêmio Nobel da Física. Seu conceito de complementaridade considera a representação tanto como partícula quanto como o­nda (dois "opostos"), duas descrições complementares da mesma realidade, sendo cada uma delas parcialmente correta e ambas necessárias para se obter uma descrição integral da realidade atômica. Tanto ele sabia da verdadeira origem de sua teoria que, ao escolher um brasão de armas para a sua família, adotou o símbolo do Yin-Yang, com a inscrição: "Os Opostos São Complementares." Em suma, tudo pode ser resumido aos movimentos do Tao: Yin e Yang. Entretanto, essa simplificação quase que absoluta da realidade precisou ser mais elaborada para facilitar o trato com a multiplicidade aparente das coisas, surgindo, assim, variados "tipos" de Yin-Yang.

terça-feira, 4 de março de 2014

Taoismo

O Tao Te Ching é um texto profundo e ao mesmo tempo simples porque apresenta por
meio da linguagem aquilo que se experimenta na sua ausência.
A profundidade é o
próprio caminho do mistério, a experiência do sagrado que corresponde à vivência
espiritual.
A simplicidade, um dos três tesouros dos ensinamentos de Lao Tse, conduz
à naturalidade que orienta o indivíduo no macrocosmo.
Portanto, a leitura do Tao Te Ching implica um desafio:  
esvaziar-se e ser natural como a água que flui no vale.