quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

História do Tai Chi Chuan

O Tai Chi Chuan recebeu contribuições de diferentes sistemas de movimentos associados a saúde e filosofia:
 
No período dos Três Reinos (220 a 265 D.C) existiu um médico chamado Hua-tu`o, que criou um sistema de movimentos conhecido como Wu-Chi Chi Hsi. Este sistema foi desenvolvido através da observação dos movimentos de cinco animais: tigre, cervo, urso, macaco e garça. Ele acreditava que o corpo necessitava ser regularmente exercitado para ajudar na digestão e circulação sangüínea, e só assim poderia desfrutar de uma vida longa e saudável. Provavelmente este sistema é um dos que influenciaram no desenvolvimento do Tai Chi que conhecemos atualmente.
 
Fu Hsi - pai da filosofia Yin Yang e I Ching (4000 A.C.)
No século VI, Bodihdharma, conhecido na China como Ta Mo, chegou ao mosteiro Shaolin e viu que os monges apresentavam condições físicas ruins, isso devido aos longos períodos dedicados à meditação e ao pouco movimento realizado diariamente. Em razão disto foi desenvolvido um sistema de exercícios conhecido como Wai Chia (Escola Externa), que por sua vez deu origem a todas as escolas de Kung-fu e outras formas de artes marciais ditas externas. Em contraste, o Nei Chia (Escola Interna), o qual o Tai Chi é membro, refere-se a um sistema mais leve, que desenvolve músculos, ligamentos e tendões que não controlamos conscientemente. É o refinamento de habilidades básicas do sistema Wai Chia e o desenvolvimento de harmonia entre mente e corpo.
 
Templo Shaolin
No século VIII (Dinastia Tang), foi desenvolvida uma seqüência de 37 posturas. Algumas destas posturas têm nomes muito semelhantes às atuais posturas do Tai Chi Chuan. Naturalmente muitas outras formas foram desenvolvidas neste período.
 
Chang San-Feng, monge do mosteiro Wutang, que é considerado por muitos como o patriarca do Tai Chi, viveu no período da Dinastia Song (961-1279). Foi creditado a ele a criação das “Treze Posturas” fundamentais do Tai Chi, que corresponde aos oito trigramas básicos do I Ching e aos cinco elementos ( terra, água, fogo metal e madeira ). Esses movimentos foram criados baseados no conceito do “yin” e do “yang“, princípios fundamentais do Taoísmo, da Filosofia Taoísta.
Chang San Feng, 1247 A.D.
 
As teorias, escritas e práticas de Chang San-Feng foram posteriormente elaboradas por Wang Chung-Yueh e seu aluno Chiang Fa. Wang aparentemente usou as Treze Posturas de Chang San-Feng e as encadeou numa seqüência contínua, que se assemelha às seqüências de Tai Chi praticadas atualmente. Chiang Fa ensinou Tai Chi para aldeões de um Vilarejo de província de Henan, e então foi criada a primeira escola de Tai Chi Chuan (Escola do Norte). Quase todos os alunos desta escola eram da família Chen.
 
Alguns pesquisadores acreditam que antes de Chiang Fa chegar ao vilarejo, ele teria descoberto membros da família Chen praticando o Tai Chi. Outros acreditam que a família Chen praticava uma outra arte marcial distinta, que teria influenciado o modo de Chiang Fa ensinar o Tai Chi.
 
Chen Chou-t’ung, outro aluno de Wang Chung-yueh, tinha uma certa rivalidade com Chiang Fa. Ele fundou uma escola conhecida com Escola do Sul. Este interessante ramo do Tai Chi posteriormente desapareceu, ao contrário da Escola do Norte de Chiang Fa, que sobreviveu até os dias atuais. A partir da família Chen, e após anos de disseminação, muitos estilos de Tai Chi Chuan foram criados, onde atualmente se destacam cinco estilos: Estilo Chen, estilo Yang, estilo Wu, estilo Wu Yuxiang e estilo Sun.
 
Outros estudiosos acreditam que o Tai Chi foi criado por Han Gongyue e Cheng Lingxi no período da Dinastia Liang (502-557). Outros dizem que o Tai Chi teria sido criado por Xu Xuanping ou Li Daozi na Dinastia Tang (618-907).

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Praticando em grupo

Belo momento de prática coletiva do Tai Chi Chuan.




O Tai Chi Chuan é uma prática de interiorização, crescimento individual, busca pessoal, contudo, é maravilhoso quando executado coletivamente.

sábado, 26 de novembro de 2016

GRÃO MESTRE YANG CHENGFU SOBRE A PRÁTICA DO TAI CHI CHUAN

O Grão Mestre Yang Chengfu explica aos alunos interessados em aprender o Tai Chi Chuan algumas armadilhas a serem evitadas enquanto aprendem a arte e algumas práticas e princípios a serem seguidos para ser um estudante de Tai Chi Chuan bem sucedido.


Embora existam muitos estilos diferentes do Artes Marciais Chinesas, elas são todas parecidas no esforço que sucessivas gerações fizeram por toda sua vida e
com toda sua força para explicar seus princípios marciais e teorias para as gerações seguintes. Se o aluno for fazer o esforço de praticar um dia, ele irá receber as conquistas de um dia de trabalho. Por dias e meses isso se acumula até que “quando as águas chegam os diques estão prontos”.


O Tai Chi Chuan é a arte de deixar a força habitar dentro da suavidade. Assim aqueles que o pesquisam precisam passar por um processo definido de desenvolvimento por um período considerável de tempo. Embora um indivíduo possa ter a instrução de um bom professor e a crítica de bons amigos, aquilo que é o mais importante e que não se pode deixar de fazer é o treino diário pessoal. Sem isto se pode analisar e discutir durante todo o dia, pensar e ponderar por anos, mas quando um dia você encontrar um oponente você
será como um buraco com nada dentro - você ainda será inexperiente, sem as habilidades (kung fu) que surgem através do treino diário. Se pela manhã e à tarde não houver qualquer dúvida, assim, no momento que você pensar vai seguir com o seu treino. Então sendo jovem ou velho, homem ou mulher, você será recompensado com sucesso.

Nestes dias do sul ao norte, das regiões do Rio Amarelo ao Rio Yangtse, mais e mais companheiros estão aprendendo o Tai Chi Chuan, o que é fundamental para o futuro das Artes Marciais. Entre estes companheiros não há falta daqueles que se concentram e praticam com força, estudam sinceramente, para os quais o futuro será sem limites, mas desafortunadamente eles falham em evitar dois tipos de armadilhas;
  • no primeiro caso eles são muito talentosos, ainda jovens e fortes, capazes de aplicar sua critica em muitos lugares, seu entendimento ultrapassa o de muitos - mas assim que eles alcançarem algum sucesso, eles se satisfazem rapidamente, param no meio e nunca realmente entendem;

  • no segundo caso, a pessoa esta ansiosa por conseguir progresso rápido, fazendo tudo de forma desorganizada, então antes que o ano termine, eles passaram por tudo Forma de Mãos Vazias, Espada, Sabre e Lança - embora eles possam “pintar uma cabaça seguindo um modelo”, eles realmente não atingiram nenhum entendimento da arte. No momento em que examinamos estes companheiros, sua direção e movimento, parte inferior e superior do corpo, interno e externo, nada disso estará dentro do padrão. Para corrigi-los, você terá que corrigir cada movimento, e as correções dadas pela manhã serão esquecidas pela tarde. 

É por isso que frequentemente escutamos as pessoas falarem: “é fácil aprender tai chi, mas difícil de corrigir”. A razão para este dito é que as pessoas tentam aprender muito rápido.Um grupo como este pega seus erros e os transmite para a próxima geração, necessariamenteenganando-se tanto a si mesmo como aos outros, e isto é muito desencorajador para o futuro da arte. No Tai Chi Chuan, primeiro aprendemos a forma. Ou seja, de acordo como cada postura nomeada
no manual, somos ensinados por um professor, uma postura de cada vez. O aluno faz o melhor para acalmar sua mente, e silenciosamente atento, ponderando, tentando, ele executa os movimentos: isto é chamado praticar a forma.
Neste momento o aluno se concentra no interno, externo, parte superior e inferior. Interna quer dizer usando a intenção e não a força.
Inferior quer dizer o chi submerge no campo cinábrio (dantian).
 Parte superior se refere ao topo da cabeça que deve estar suavemente elevado, alinhando a coluna dando uma sensação de vazio, vivido, e atenção ativa.
Exterior se refere ao corpo todo sentir-se leve e ágil; todas as articulações estão conectadas como um todo (nos movimentos também) dos pés para as pernas para a cintura;
 afunde os ombros e mantenha os cotovelos flexionados (baixos).
Aqueles que iniciam seu estudo devem primeiro pegar as instruções acima e aperfeiçoá-las, ponderando e tentando pela manhã e a tarde.

Movimento por movimento, você deve cuidadosamente procurá-los. Quando você pratica cada postura, procure correções, e apenas quando você tiver atingido a perfeição você deve passar para o próximo. Proceda desta forma até que você tenha completado todas as posturas. Desta forma não há nada para corrigir você não terá a tendência com o tempo de violar os princípios.
Na prática, enquanto você se move os ossos e as articulações, de todo o corpo, devem estar relaxadas e estendidas naturalmente. A boca e o abdômen não devem bloquear a respiração. Os quatro membros, a cintura e as pernas não devem usar força bruta. Algo como estas duas últimas frases sempre são ditas por pessoas aprendendo artes internas, mas uma vez que eles começam a se mover, uma vez que eles giram o corpo ou chutam as pernas ou giram a cintura, sua respiração se torna forçada e seu corpo balança; estes defeitos são todos por causa da retenção da respiração e uso da força bruta.
Para evitar estes defeitos o aluno deve memorizar e aplicar as seguintes técnicas:
1.    Quando você pratica, a cabeça não deve inclinar para nenhum dos lados ou pender para frente ou para trás. Há uma frase “você deve suspender o topo da cabeça”. Isto é como se algo você colocado no topo da cabeça. Entretanto, evite ao máximo uma extensão rígida!
Estenda sem força é o que quer dizer suspendida. Embora o olhar deva estar a frente, algumas vezes deve girar de acordo a posição do corpo. Embora a linha do olhar seja vazia, tem um importante papel na transformação e suplemento o que é deixado pela posição do corpo e das mãos. A boca parece estar aberta, mas não esta, parece estar fechada, mas não esta. O nariz e a boca inalam e exalam: faça-o de forma natural. Se um pouco de saliva acumular-se debaixo da língua, engula; não cuspa para fora.

2.     O torso deve estar centrado e não inclinado. A linha entre a força física e a extensão natural deve estar alinhada e não inclinada para nenhum lado. Mas quando você encontrar as transformações entre aberto e fechado você deve ter a flexibilidade na cintura que vem de um peito afundado, coluna estendida e ombros relaxados. Isto é algo ao qual se deve prestar atenção no inicio do processo de aprendizado. Se não, com o tempo será difícil modifica-lo e se tornará rigidez, então embora você tenha colocado muito esforço na
pratica, será difícil melhorar suas aplicações.

3.     Os ossos e articulações dos dois braços devem estar todos relaxados e abertos. O ombro deve estar para baixo e os cotovelos devem estar flexionados para baixo. As palmas devem estar levemente estendidas e os dedos um pouco flexionados. Use a intenção para mover os braços, permitindo que o chi chegue aos dedos. Com o acumulo de dias e meses de prática, a energia interna conecta e se torna ágil - habilidade misteriosa cresce disto.

4.     Nas duas pernas você deve distinguir entre cheio e vazio. Elevando e abaixando (os pés) deve ser como o caminhar de um gato. Quando o peso do seu corpo muda para a esquerda, então o lado esquerdo esta cheio e o direito vazio. Se você mudar para a direita, então a direita esta cheia e a esquerda esta vazia. O que é determinado como vazio não é totalmente vazio, a posição ainda não foi abandonada, mas há a intenção de (possivelmente) expandir ou recolher deixada aí. O que é chamado de cheio é somente peso, é não usar muita força ou força bruta. Então quando a perna flexiona deve ir até que esteja alongada, mas não travada, ir, além disto, é chamado de força excessiva. Usar força excessiva irá incliná-lo para frente e então você perderá a postura central e o oponente tem a oportunidade de atacar.

5.     Nos chutes devemos distinguir entre dois tipos, chute com a ponta do pé e chute com o calcanhar. No chute com a ponta dos pés preste atenção a ponta, enquanto que no chute com o calcanhar preste atenção em toda a sola do pé. Quando a intenção chega o chi chega e quando o chi chega a energia chega por si mesma. Mas seus ossos e articulações devem estar abertos e relaxados e você deve chutar com o pé com estabilidade. Este é momento mais fácil para deixar a força bruta se elevar. Se o corpo está levemente flexionado então você será capaz de ficar estável e o pé que chuta não emitira muita energia.

O aprendizado do Tai Chi Chuan é de fato complexo, e deve ser encarado como uma prática para a vida toda, e não como uma habilidade passageira que se pode aprender sem dar muita atenção.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Taichichuan ajuda a revigorar células-tronco

Pesquisadores de Taiwan identificaram uma possível razão pela qual os praticantes da Arte Marcial do Tai Chi Chuan falam tanto de seus benefícios à saúde: aparentemente a prática revigora as células-tronco.

No estudo publicado na revista internacional Cell Transplantation, a equipe de pesquisa constatou que o Tai Chi Chuan aumenta o número de células-tronco nos praticantes.
Dr. Lin Hsin-jung, cirurgião neurológico do Hospital Beigang da  China Medical University em Taiwan, afirmou que o Tai Chi Chuan é há muito tempo considerado pelas pessoas como sendo
uma prática benéfica para o corpo, e que seus praticantes dizem que os ajuda a ter uma
vida mais saudável e longeva.
Dr. Lin e uma equipe de pesquisadores decidiram colocar a teoria à prova e realizaram pesquisas e testes durante três anos.

Neste estudo, sessenta pessoas foram divididas em três grupos: um de Tai Chi Chuan, outro de caminhada rápida e outro de controle, que não fazia quaisquer exercícios.

A equipe concluiu que houve um aumento de três a cinco vezes na contagem individual de células-tronco nos praticantes de Tai Chi Chuan.

A prática regular de exercícios de Tai Chi Chuan também ajudou os pacientes em relação à função cardíaca,  revigorou células neurais no cérebro, reduziu ansiedade e foi benéfica em casos de traumas mentais e exaustão nervosa.



sábado, 19 de novembro de 2016

Treino ao ar livre

É inegável: basta um passeio ao parque, uma visita à fazenda ou uma ida à praia para nosso humor mudar! Já perceberam? Por que será que nos sentimos tão bem? Existe explicação científica do porquê o treino ao ar livre é tão bom! 

O que acontece ao ar livre?

 Ao ar livre, normalmente estamos mais em contato com o Planeta através da natureza. Nosso Planeta emite uma certa frequência assim como nosso cérebro. De acordo com Marcos de Castro Carvalho, Gerson Silva Paiva & Eduardo Novaes Heringdo CBPF – Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas do Rio de Janeiro, “O espaço delimitado pela terra e a ionosfera forma um guia de ondas que tem sua frequência natural característica (frequência de ressonância) em 7,83 pulsações por segundo, esta frequência é fixa e vai continuar sendo ao longo da vida da terra.
A frequência da pulsação da terra tem algumas ligações empíricas com os sistemas biológicos e coincide com a frequência das ondas alfa do cérebro humano, provavelmente por uma adaptação humana ao ambiente eletromagnético no decurso da evolução da espécie.”
Observando essas pesquisas e adicionando a ótima sensação que se tem quando ao ar livre, pode-se concluir que há uma sincronia entre nosso bem estar e o do Planeta.
Estudos recentes conduzidos pela Universidade do Minessota apontam uma grande relação entre essa frequência de 7,83 pulsações por segundo e a saúde humana. E apesar de ser puro empirismo, sentimo-nos bem quando em contato com a natureza.

O que seria melhor do que um treino ao ar livre, então?

Resposta fácil – treinar conscientes de que estamos fazendo o melhor para nossos corpos e mente. Treinar, em si, já é um sinal de profundo respeito pelo próprio ser – nos dedicamos a manter a saúde, fortalecer nossos músculos e resistências física e emocional. Ao adicionarmos um ambiente favorável (e fugir do estresse que já nos assola) promovemos um duplo benefício a nós mesmos.
Sinal de que estamos indo bem: conseguimos reservar tempo para nosso treino e nos expomos a uma frequência agradável à nossa saúde.
Além desse fator científico, teremos o céu para olhar quando deitarmos para fazer abdominais ou outros exercícios. Teremos o mar para observar enquanto contarmos os agachamentos executados.
Árvores para abraçar e fazer mais movimentos de força e/ou resistência. Alongar em ambientes assim é muito bom e se você pratica Tai Chi Chuan, vai sentir toda a paz do lugar.
Sem críticas às academias – elas são a salvação em grandes cidades por vários motivos: praticidade, segurança, diversidade, etc. No entanto, em cidades de pequeno e médio porte, praças, parques, campos são locais ideais para práticas de exercícios e atividades que tiveram sua origem quando academias sequer existiam - Yoga, Tai Chi Chuan, Kung Fu.
Quer começar a treinar ao ar livre mas não sabe exatamente o que treinar? Conheça o TAI CHI CHUAN - em São Carlos, no campo do Rui - 4as feiras 18:30h, e domingos 10h. e o Hung Gar Kung Fu - mesmo local, domingo 9h. mais info.
Bons Treinos

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Forma e função



   A prática do Tai Chi Chuan envolve um relacionamento único entre a mente e o corpo. Os movimentos físicos são informados pelo processo mental e a calma, os movimentos equilibrados, nutrem a mente. O Mestre Yang Zhenduo sempre insiste na prática consciente como oposta às repetições mecânicas e automáticas. Em seus comentários, ele estabelece um plano detalhado para uma pratica progressiva para toda a vida.
Algumas orientações do mestre:
  • Desenvolva a compreensão da teoria e das aplicações da forma;
  • Compare as diferenças entre como você executa e como uma pessoa que executa bem e corretamente;
  • Desenvolva a habilidade de reconhecer que você precisa melhorar;
  • Focalize sua mente em fazer progressos contínuos em seu Tai Chi Chuan;
  • Saiba que o aprendizado do Tai Chi Chuan é um processo para a vida toda. Não há limite ou fim no processo de melhoramento da própria pratica;
  • Estabeleça objetivos altos para si mesmo.
  • Técnicas e aplicações são importantes, mas os iniciantes devem focar primeiro dos Dez Princípios Essenciais.
  • Consiga os requisitos gradualmente. Planeje trabalhar dia a dia. Um dia foque no abaixamento dos ombros, outro dia, no trabalho dos pés. Não há fim para este estudo. Gradualmente o nível das habilidades vai melhorar, os olhos se tornam mais agudos e a pessoa não se satisfaz mais com os esforços do principiante. Olhe, compare e avalie. Na medida em que a compreensão melhora, a insatisfação aumenta. Volte aos Dez Princípios e revise suas habilidades. Encontre um lugar tranqüilo e consiga um requisito de cada vez. Ponto a ponto, gradualmente conecte-os dentro do todo.
 Quando e como praticar
Todo dia você tem que comer. Todo dia você tem que praticar.
A essência do Estilo Yang incorpora a prática da forma, intenção clara, espírito focado e juntas relaxadas. Puxe todo o corpo como uma unidade, abrindo as juntas. Todo o corpo se sente unificado. Isto não é feito num dia. Pratique todos os dias.  Se tem tempo e oportunidade, pratique a Forma 103 Tradicional três vezes seguidas. A primeira vez: relaxe.  A segunda vez: você estará confortável. A terceira vez: sentirá muito poder.
Kung Fu = esforço contínuo e prolongado
Existe um adversário a ser vencido inicialmente, antes mesmo de aprender o aspecto marcial do Tai Chi Chuan: você mesmo – seu EGO.
Na prática de artes marciais, seja se você pratica Tai Chi Chuan, Hung Gar, Shaolin do Norte, Xing Yi ou Pakua, não há atalhos. Não importa como chame – Zhan Zhuang (postura do pilar), Jut Ma (montar no cavalo), meditação em pé, ou simplesmente treinamento postural, trata-se da mesma coisa. É um exercício árduo e tedioso, que mesmo os praticantes avançados quere evitar. Mas acredite, é um dos métodos mais rápidos para desenvolvimento da força interior.
Shifu Christiano: prática de desenvolvimento interior (nei gong) na postura do cavalo - ma pu.
 
A forma tradicional de ensino difere muito da maneira ocidental – a 1ª valoriza a função, a segunda valoriza mais a forma e a aparência.
Na escola tradicional, a ênfase inicial está na estrutura corporal e conexão. Somente após um período para aquisição do alinhamento básico, formas são introduzidas para solidificar o treinamento com essas ferramentas. Exercícios em dupla também são posteriormente utilizados para averiguar o correto uso da estrutura e alinhamento em situações dinâmicas, e posteriormente o treino com armas.

Grupo praticando uma variação do  Xing Yi Zhan Zhuang.

O 1º e mais básico teste consiste em pressionar horizontalmente à altura do peito o praticante na postura do cavalo (mapu, wu chi, etc). Desequilibrar facilmente indica que ainda deve-se trabalhar mais na fase de estrutura e alinhamento, ao invés de progredir com aprendizado de forma, caso contrário, praticará com vícios estruturais e alinhamento errôneo, o que pode inclusive ser prejudicial às articulações, além de não desenvolver força interior, que é uma finalidade essencial dessas práticas.
O 2º teste é realizado no passo arco – gong pu, da mesma forma exercendo pressão horizontal contra o braço da perna dianteira.

Mestre Cheng Manching demonstrando teste da estrutura e alinhamento do Tai Chi Chuan.
Mesmo após muitos anos de prática, é possível executar a forma com suavidade, fluidez e incrível beleza exterior, mas sem o devido treinamento postural, e falhar nos testes citados (há outros). Isso significa que valorizou a forma em detrimento da função, e não é possível obter os pressupostos benefícios de harmonia e equilíbrio da energia interna desse modo, sem contar nos aspectos da prática marcial. Quando isso é constatado, o melhor a fazer para corrigir, é voltar ao básico, e reaprender.